sábado, junho 16, 2007



Sou naufraga de mim


em terra firme


sem (a) mar.

quinta-feira, junho 14, 2007


Só queria um manjerico e um balão para poder brincar...
e VOAR!

Soneto da Fidelidade

De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor ( que tive ):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

sexta-feira, junho 01, 2007

"O amor que transportamos vai-se gastando por onde passamos. Não nasce do vento. O que levamos deste amor para aquele é muito pouco, não chega para nada. É preciso ter a vontade e a energia e a concentração para começar tudo outra vez. Não somos donos de nada. O que mais importa é o que só passa e nem se deixa tocar com os dedos".

Pedro Paixão em Amor Portátil

sexta-feira, maio 25, 2007

coração embrulhado


Desfaço nós de mim

como quem lança à chuva

um cordão de memórias gastas


Arranco às nuvens algodão doce

para carregar às costas a solidão

como se fosse doce o silêncio


Atiro pedaços de mim ao largo

para não cair em tentação

coração emaranhado de ilusões

sós


Desafiei o abraço a ficar quieto

braços abertos e peito com peito

nós


Escrevi a branco nas paredes do sonho

para que não se possa ler os segredos

guardados entre a parede e a tinta da alma

Embrulhei o coração a saudades

para não as perder de mim


E porque a vida é feita de um balão de ar quente

humedecido a lágrimas

aconchego as palavras na almofada para não voarem

Sono triste de quem parte

amordaçado a penas

tão nossas


Trago lágrimas no bolso

que escondo para secar a pele

de ti



Fragatas caravelas e naus

que transportam o pensamento naufrago da certeza

saudade que nos arrasta mar adentro

mas


sonho


Tenho berlindes de encantar

atados aos pés

e trago o coração embrulhado entre as mãos


talvez para ti

segunda-feira, maio 21, 2007

noite


... tenho tanto medo de acordar a meio da noite a precisar de um regaço...


domingo, maio 20, 2007



De cada vez que me dei a ti,

deixei ficar pouco de mim...


Amarrei-me às tuas mãos

como se fossem únicas no mundo.

Talvez porque o eram...


Deixei-me ficar atrás de ti,

porque só TU eras importante!


E, bem vistas as coisas,

quem se perdeu fui eu...


Já nem as minhas lágrimas são tuas,

são cada vez mais minhas...


Moral da história: nunca entregar o coração a quem não sabe AMAR!

terça-feira, maio 01, 2007

olhares




Escondo-me atrás do olhar, atrás da mágoa fria. É difícil escrever, é difícil estar aqui... como quem espera uma dádiva que nunca chegará.

Dos olhos se lê a alma, verdadeira como só ela é. Não vale enganar o olhar. Não chegam os gestos, as palavras, os sonhos... a alma é quem diz a verdade.

E eu não sei onde escondeste a tua...


Mas sei que não a vou procurar. Talvez nem a queira conhecer. Talvez seja melhor ficar assim.

Dos olhos nasce o amor... a paixão... a saudade... a esperança... a tristeza... a ternura... a mágoa...

Mais do que com os lábios e com os olhos que sorrimos ou choramos. Sem impedimentos.


Mas, por vezes, escondemo-nos por detrás do nosso olhar. Mascarámo-lo. Tudo para não serem descobertas as nossas fragilidades, os nossos medos.


Olhar meu, quando voltarás a olhar o mundo com um sorriso rasgado?...

sexta-feira, abril 13, 2007

...SAUDADES...

em http://lumiar.blog.com

quarta-feira, abril 11, 2007


Nada a dizer. Nada a escrever. Só o silêncio. Intenso.

Dos sonhos erguidos sobre a areia.

sexta-feira, março 30, 2007

"...These foolish games are tearing me apart,
And your thoughtless words are breaking my heart.
You're breaking my heart...

...Guess I've mistaken you for somebody else,

Somebody who gave a damn,

Somebody more like myself..."



... de mãos cheias...

sábado, março 24, 2007

às vezes acontece-me o medo
às vezes acontece-me o amor na palma das mãos
às vezes acontece-me o desejo na pele
às vezes acontece-me o amor
às vezes acontece-me a solidão
às vezes acontece-me a calma na voz
às vezes acontece-me a música nos passos
às vezes acontece-me o orgulho
às vezes acontece-me o frio
às vezes acontece-me a loucura
às vezes acontece-me a lentidão da vida
às vezes acontece-me a memória dos abraços
às vezes acontece-me a saudade
às vezes aconteço de coração cheio
às vezes aconteço com as mãos vazias
e às vezes nada

só as palavras acontecem

terça-feira, fevereiro 20, 2007


Atirei as mãos para longe de mim. Fiquei agarrada a um meio cobertor de ilusões que me cobriu inteira. Não sei se ainda faz frio cá dentro se é a preguiza dos dias cinzentos cheios de sol debaixo da almofada que me faz ficar. Não sei se são os sorrisos meios ou as metades dos abraços inteiros que me faz perder. Sei que atirei a vida para longe de mim para sonhar. Sei que parti sem medo e ancorei na tua pele. Deixei-me ficar adormecida de mim entre os espaços vazios das tuas palavras. E, agora que voltei, não sei onde perdi as mãos....

domingo, fevereiro 18, 2007

chuva


Não sei se é chuva que cai se sou eu que choro
Não sei se a dor é dentro de mim ou fora da pele
Não sei se é este o caminho ou o atalho
Não sei se é o vento que passa se o silêncio
Não sei se é a vida que oiço se o coração
Não sei se é tarde ou cedo para rezar
Não sei se és tu se sou eu
Só sei que a chuva cai

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Que cena romântica de um filme seria?

Você é... a declaração de DiCaprio em “Titanic”: Quando se apaixona, você torna-se disposto a tudo pela outra pessoa – incluindo grandes sacrificios. É mesmo capaz de anular as suas vontades só para dar o melhor à pessoa amada.

Bem, acho que agora é que perdi o sono de vez! Eu nem fui ao cinema ver o Titanic... Começo a achar que sou mesmo uma piegas. Será isto bom ou mau?...

Se eu fosse uma música romântica...

Um momento de insónia resultou nisto...

Você é “Jardins Proibidos” de Paulo Gonzo: você é perito em mergulhar de cabeça numa relação para se perder de amores. Adora explorar o lado lunar da pessoa amada e conhecer todos os seus segredos.

Pra me perder nesses recantos

Onde tu andas sozinha sem mim

Ardo em Ciúme desse jardim

Onde só vai quem tu quiseres

Onde és senhora do tempo sem fim

Por minha cruz, jóia de luz

Entre as mulheres

Estou subitamente confusa... nem curto assim tanto a música. Mas que tem um fundo de verdade, isso tem...

Quando a vida dói

Às vezes a vida dói. Quase não se sente ou então sente-se demais. Eu sinto assim. Demais. Para o bem e para o mal. Intensamente.
Não gosto da vida a lume brando mas acho que devia...

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Fiquei contente por regressar e ter alguns comentários.
Sabe bem ressuscitar assim!
Sabe bem ter um lugar assim...
Para onde podemos sempre fugir.
Onde nos podemos sempre encontrar.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

...heaven...

...porque só me apetece entregar-me à solidão e ouvir esta música...

"Just Like Heaven"
Show me how you do that trick
The one that makes me scream he said
The one that makes me laugh he said
And threw his arms around my neck
Show me how you do it
And I promise you I promise
that I'll run away with you
I'll run away with you
Spinning on that dizzy edge
I kissed his face and kissed his head
And dreamed of all the different ways I had
To make him glow
Why are you so far away? he said
Why won't you ever know that I'm in love with you
That I'm in love with you
You, soft and only
You, lost and lonely
You, strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You're just like a dream
You're just like a dream
Daylight licked me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe his name
I opened up my eyes
And found myself alone alone
Alone above a raging sea
That stole the only boy
I loved And drowned him deep inside of me
You, soft and only
You, lost and lonely
You, just like heaven
You, soft and only
You, lost and lonely
You, just like heaven
Katie Melua

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Arranhei as folhas para o tempo passar mais depressa.
Não sei de mim ou de ti.
Há quem se esconda por detrás das palavras e tu és assim.
Desvendo-te a cada dia por entre os teus meios-gestos e os teus silêncios inteiros.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Quebrado o silêncio

Após tanto tempo de ausência e de silêncio, voltei... Sei que agora já quase não terei leitores porque me descuidei das palavras em tom de desabafo ou somente de gozo. A vida girou bastante neste últimos tempos. Quase nada ficou no mesmo lugar, a não ser a esperança que nunca desvanece. Regressei à base. Ficam as saudades de cidades que me encheram o coração e a memória: Braga e Lisboa. Ficam as saudades de muitas pessoas que fogem do nosso olhar com o passar do tempo e o girar da vida. Mas fica também a esperança que o futuro seja mais doce, mais quente. Fica o desejo que os abraços e os sorrisos nunca nos bastem, mas nos encham o coração com o motor que o faz bater certinho: o amor.
O amor às pessoas, à vida, às coisas que de tão simples por vezes nem reparamos, ao futuro...
Que se sustenha entre as desventuras e trocadilhos do dia a dia, a capacidade de sonhar... sonhos grandes e pequenos, sonhos impossíveis, sonhos passados, sonhos de agora e outros de amanhã...
Que nunca seja a alma pequena para tanto sonho...
E que o sonho preencha o canto mais escondido da alma quando esta parece vazia...
Para 2007, um brinde à capacidade de sonhar!
A nós!

domingo, outubro 22, 2006

AMOR


... Aperta as minhas mãos
guarda-me no aconchego de algum canto
do teu coraçãopara eu pensar que é ilimitado
o céu onde só sei voar contigo,
... amor.

Cissa de Oliveira

terça-feira, agosto 01, 2006

pele


"Quem foi que à tua pele conferiu esse papel de mais que tua pele ser pele da minha pele."

David Mourão-Ferreira

sexta-feira, julho 28, 2006

Não vou escrever o que sinto. Não vou dizer, pelo menos aqui. Não me apetece. É simples. Às vezes dói, só isso. Apenas.

Estou à tua espera. Só preciso do teu abraço. O encaixe exacto que só nós sentimos. Fazes-me muita falta. Quando chegares voltaremos ao nosso lugar encantando. Mal consigo esperar...

sexta-feira, julho 21, 2006

Fechei as portas. Bati com força para me convencer. Bastou a certeza.
Fui a passos de lã ao teu encontro. À espreita porque nunca é demais prevenir. Mas é quando menos esperamos que a vida nos coloca em perigo. Pegar ou largar? Por vezes não há escolha. Há coisas que sabem sempre onde nos encontrar. Não vale esconder, não vale fugir. Não doeu. Foi doce, apertado. Fiquei com medo mas não quis perder o abraço. Faço dos teus braços os meus, enrolados na mesma onda.
Porta entre-aberta. Foi a desculpa para te deixar entrar.

Pegar ou largar?

Pegamos nas mãos e largamos o mundo...


segunda-feira, julho 17, 2006



"Eu estava deitada de costas sobre a relva e tinha os olhos fechados e sentia por debaixo de mim o peso húmido da terra e depois abri os olhos lentamente e vi um céu enorme sobre mim com algumas nuvens pequenas a passar e pensei: eu estou aqui.E foi então, de seguida, que os lábios dele se aproximaram de mim, e a cara toda, e me obrigou a fechar os olhos outra vez para recolher aquele prazer tão estranho que vinha não sei de onde e eu pensei: eu estou aqui com o meu amor e nada de mal me vai acontecer enquanto estiver com ele e ele comigo por cima desta terra debaixo deste céu."

Pedro Paixão - Muito, Meu Amor

quarta-feira, julho 12, 2006

Tenho tanto para dizer... tanto... tanto...
Mas acho que nem me atrevo.
Só para não estragar.

terça-feira, julho 04, 2006

O que não me sai do pensamento:

... que o tempo é a coisa mais relativa do mundo e que não é a distância que afasta as pessoas quando nasceram para se encontrar.

Margarida Rebelo Pinto, Diário da tua ausência

quinta-feira, junho 29, 2006

Ponto final

.

Ponto final. Ponto. Final. De fim. De patins. De corda aos sapatinhos. De adeus. Se calhar não diria "ponto", mas o resto também não posso escrever... é como digo: devia ficar com as palavras só para mim, mas não resisto. Arrisco sempre. Não fosse seguir o risco. À risca. Acho que vou mudar de linha.

E já agora, mudo também de vida. Assim como quem não quer a coisa. Ou quer. Isso agora...
Mudei. De linha. Há vários parágrafos ao longo dos dias. Este é um deles. Não vale a pena pensar. Não vale a pena sonhar com tempos gastos. Sobretudo, arranhados. Os sorrisos, esses ficam sempre, sempre. Para nos fazer voltar a atrás. Querer desfazer o texto. O parágrafo e o ponto final. Mas já está editado. Azar. Vais em frente? Se chegaste aqui, agora é só continuar a escrever. Mais linhas. Mais sorrisos. Outros abraços. Com vírgulas.

Pois é, por vezes é preciso colocar a pontuação nos nossos dias, não vá pormo-nos a gastá-los à toa. É que eles não voltam atrás. Não dá para "re-editar".

Ponto final. Ponto. Final. De fim. De sorriso novo. De cara lavada. Desfeita e refeita em novas esperanças. Desafios. Quantos mais melhor, para entreter os dedos. Por agora . . .

[Just like you said it would be...]